Nichos, seriados fora da televisão e uma limonada imperdível

Nichos, seriados fora da televisão e uma limonada imperdível

miranda july

A fofura geek-hipster de Miranda July incomoda muita gente. A fofura geek-hipster de Miranda July em dose dupla, como diria a velha canção, incomoda, incomoda muito mais.

Ela fez o inimaginável (na cabeça de alguns, por assim dizer, ‘puristas’ – com o perdão do termo) quando alçou sua “esquisitice adorável” ao patamar da respeitabilidade artística, com a consagração de seu longa metragem de estreia, Eu, Você e Todos Nós (2005), no Festival de Cannes. Para em seguida, ao que tudo indica, deixar-se abater pela clássica ‘maldição do segundo disco’.  E lá se foram seis anos para chegar à uma próxima obra cinematográfica.

Mas quando as obras vêm, ainda mais no contexto de uma artista ‘multimídia’ (com o perdão do termo) como July, elas não vêm sozinhas. O caminho que a levou até O Futuro, estreando essa semana no país, gerou O Escolhido Foi Você, livro que é um romance-reportagem-documentário, também lançado recentemente em edição nacional. E a dobradinha não requer cronologia: pode-se deixar levar de um a outro, na ordem que se preferir.

miranda july | the future

Ambos estão plenos de “esquisitice adorável”, em experiências distintas e complementares. Para quem quer saber, O Futuro é mais esquisito e menos adorável do que o filme anterior. E O Escolhido… é só diferente de É Claro que Você Sabe do que Estou Falando, o livro anterior, volume de contos vertido para o português e lançado há alguns anos. Diferente, porém semelhante.

[No quesito dobradinha, nós aqui estamos em dueto afinadíssimo com a vizinha Raquel Chamis, que já havia falado mais e melhor sobre Miranda July. Nós prometemos não ficar chateados se você for agora para o texto dela e esquecer de voltar para este].

Quem adora, pode e deve estranhar – é do estranhamento que deve advir o crescimento, afinal. Quem detesta, pode abrir uma janela para a reconsideração. Quem não suporta, terá motivos o bastante para procurar outro programa.

o abismo prateado

Como, por exemplo, O Abismo Prateado, a volta de Karim Aïnouz à ficção cinematográfica, de onde ele se ausentara desde O Céu de Suely (2006) – com uma escala no semi documental Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009). Exibido no Festival de Cannes de 2011, só agora o novo filme efetivamente estreia nas salas. Ainda não vimos, mas nos sentimos alentados só com a notícia.

conta-gotas-azul

Por falar em Cannes, a lista dos filmes na Seleção Oficial, anunciada há poucos dias, é aquela água na boca habitual para os cinéfilos de plantão. Nós, aqui, ficamos com os olhos brilhando por dois títulos em especial: The Immigrant, de James Gray, e La Vie D’Adele, de Abdellatif Kechiche.

dora_musica

Quem também vem essa semana saciar a expectativa dos fãs após um über sucesso hipster-cool é a banda Phoenix, cujo álbum Wolfgang Amadeus Phoenix (2009) foi trilha sonora de muitos ouvidos por aí, nos últimos quatro anos.

O novo disco, Bankrupt!, já está oficialmente disponível. Mas, preparando-se para ele, vale rever – ou conhecer – um dos maiores sucessos da banda em sua deliciosa versão ‘música para viagem’:

phoenix

E… aqui algumas faixas do Bankrupt!

dora_tv

No mundo da TV, o assunto da semana não está na TV.

A Amazon enfim lançou seu pacote de ‘pilotos originais’, já há muito propagandeado. E está conclamando o público a decidir quais deles devem virar séries ‘inteiras’ > veja aqui.

Pelo que ouvimos dizer (e só ouvimos dizer), nenhum prima exatamente pelo valor de produção, mas alguns articulam bons roteiros e bons atores. E quem parece estar valendo mesmo a aposta é Betas. Apesar de que gostaríamos muito de gostar de Zombieland (a partir do longa metragem homônimo) e de Onion News Empire (a partir do site homônimo).

Gastronomia: Doravante

E você que não aguenta mais ouvir falar em filme, série e música, faça um favor a si mesmo: vá tomar a Limonada Russa do novo restaurante Camarada Bistrô [auto-entitulado ‘o único restaurante russo de São Paulo’].

O cardápio todo vale a visita, mas o importante é tomar a Limonada Russa (e por mais que essa frase pareça uma metáfora, ela é absolutamente literal).

camarada bistrô

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